
O que a Europa está nos ensinando sobre as mudanças climáticas?
- Saulo Vital
- 5 de jul.
- 1 min de leitura
Atualizado: 6 de jul.
Nos últimos anos, no verão boreal, as ondas de calor tem se tornado cada vez mais recorrentes e intensas. Até o momento, os dados sinalizam para cerca de 3.700 mortos.
Os colegas do IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change) já demonstravam essa tendência, e são categóricos ao afirmar que o cenário ainda perdurará por várias décadas, mesmo que as emissões parem neste momento.
De uma coisa não resta dúvida: em breve, ultrapassaremos a média de um grau e meio. E essa escalada não cessará tão cedo. Segundo o renomado cientista Paulo Artaxo, membro do IPCC, mesmo que todos os acordos climáticos sejam cumpridos, o que não é uma realidade, em breve ultrapassaremos a média dos dois graus.
E isso quando se fala em temperatura média global. Vale salientar que nas áreas continentais, com baixa influência da maritimidade, a tendência é de um aumento ainda mais severo.
As previsões para o nosso semiárido brasileiro, por exemplo, não são das mais animadoras. Elas dão conta que essa média tende a ultrapassar os quatro graus. Isso é reforçado por pesquisas recentes, que demonstram ja haver áreas áridas no polígono das secas.
Isso nos acende um alerta para o fato que muitos dos avisos dados pelo IPCC não são apenas previsões, mas realidade. Por isso, se não mudarmos o rumo da governança climática as consequências serão catastróficas.




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